O que posso encontrar no blog?

Aquilo que quiser. De opiniões a textos fofos, é como um grande bloco de anotações bagunçado. Existem os marcadores para te ajudar a encontrar os textos que prefere, mas não é muito organizado. Você pode ver todo tipo de tema, com vários estilos de escrita - varia um pouco de como minha mente está funcionando no momento. Enfim, boa leitura e aproveite os posts.
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domingo, 17 de abril de 2011

Pare e Olhe

Só levará um segundo. Pare aí, nessa rua em que está andando, e olhe para o garotinho no carro. Ele está com uma arma de brinquedo. Está abrindo a janela, vai soltar...
Bolhas de sabão brilhantes, que inundam a rua em uma paisagem rara.
Veja as cores que se refletem na parte da bolha mais próxima do sol. Veja o pequeno brilho no centro, que nos fixa como o brilho de um olhar! Perceba que difícil é ver isso, um momento tão simples e bonito.
Algumas pessoas no restaurante ao lado olham. Construções cinza e sem-graça erguem-se. Alguns prédios, alguns restaurantes, tudo sem graça. E no centro, bolhas de sabão que se erguem majestosamente, brilhando e se deixando levar como a força de um pensamento.
O que há de tão diferente nessa cena? Será que é por que as bolhas deixam a paisagem tão incrivelmente mais alegre? Será que é por que é uma coisa tão simples, que parece deixar de importar até eu te fazer notar? Será que é o simples fato de um dia tão corrido poder se tornar mais bonito por uma coisa tão banal?
A criança sorri, ainda alheia às pressas que nos incomodam no dia-a-dia, e o carro passa rapidamente, deixando as bolhas e o segundo (pareceu tão eterno!) para trás.
As bolhas acabam estourando, e os pedestres voltam a andar.
Nada de mais aconteceu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pequenas Emoções

O coração palpita levemente, sem força elevada, mas com emoção. Você também se sente leve, talvez até livre, longe do mundo. Tem um sorriso nos lábios e alegria no coração.
E de onde veio isso?
De uma apresentação de dança bonita. De um pedaço de pão na chapa na padaria. De uma nota boa na prova. Do final de um dia de trabalho. De tantas coisas, tão simples, tão pequenas do cotidiano...
Que mexem com nossa cabeça, assim como três palavras podem criar uma história (“eu te amo”, quem nunca sonhou em ouvir?) ou finalizá-la (“Não quero mais”), e simplesmente mudar tanto e tão fácil o órgão mais vital de nosso corpo.
Levemente, ele cresce e bate com alegria à simples reação de uma palavra, uma música, um sorriso, uma piada, um movimento.
Como uma coisa tão simples pode mexer conosco?
Isso eu não sei. Mas uma coisa já percebi: se as coisas simples não importam, por que dependemos de um músculo que fica se contraindo no peito?