O que posso encontrar no blog?

Aquilo que quiser. De opiniões a textos fofos, é como um grande bloco de anotações bagunçado. Existem os marcadores para te ajudar a encontrar os textos que prefere, mas não é muito organizado. Você pode ver todo tipo de tema, com vários estilos de escrita - varia um pouco de como minha mente está funcionando no momento. Enfim, boa leitura e aproveite os posts.
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Síndrome Do Papagaio

É essa a nova doença que ameaça o povo. Geralmente apresenta-se desde a infância até os 15 anos, podendo mesmo assim durar muito mais.
A Síndrome Do Papagaio é o apelido que dei a essa “doença” que afeta a personalidade das pessoas, pois elas passam a repetir tudo o que os outros dizem sem ter ideia do que quer dizer, como um papagaio.
Deixe-me explicar: essa “doença” não é rara, pois tenho certeza que você conhece alguém assim: os chamados “Maria-Vai-Com-As-Outras” que concordam com tudo o que qualquer um fala para tentar se enturmar, ao invés de ser ele mesmo. São aqueles caras que vivem estrelando cenas magníficas como:
 - Nossa, eu odeio Justin Bieber, Restart, e aqueles outros famosos sem talento que fazem sucesso hoje em dia.
 - Com certeza, eu também detesto! A música atual é péssima!
(Conversa anda um pouco, e então...)
 - Ah, não sei você, mas eu ADORO a Mix, sabe? Vive tocando músicas atuais, boas...
 - Ah, eu também gosto. A música atual é o que há de melhor!
É uma doença perigosa, que ameaça as amizades dos infectados, muitas vezes chamados de falsos. Embora não seja transmissível, pode acabar gerando resultados péssimos nos amigos dos indivíduos, que se sentem traídos por considerarem o outro falso e sem personalidade.
A doença não é curável, mas pode facilmente mudar com o tempo. Não é fatal à vida, apenas a alguns relacionamentos.
O nosso, por exemplo.

sábado, 2 de abril de 2011

Coisa De Família

Falarei sobre meu primo. Nunca falei muito com ele, e quando eu era menor, ele apenas me irritava, coisa de primos. De qualquer forma, nunca nos falamos, nunca conversamos muito, e tudo o que eu sei sobre ele é que estamos na mesma psicóloga. Mas ela me disse, sem entrar em muitos detalhes, que n[os dois “temos muito em comum”. Não me disse muita coisa, mas me imaginei porque nunca conversamos muito.

Lembrei-me da última postagem, na qual eu falava sobre os pequenos preconceitos. Imaginei se a gente tinha mesmo muita coisa em comum ou era exagero da parte dela. mas acima de tudo, imaginei muitas coisas que poderiam acontecer se a gente conversasse. Engraçado como aquela pessoa com a qual você conviveu, que passa os finais de semana com você, é uma pessoa sobre a qual você não sabe... Bem, nada. Porque a verdade é que eu não sei nada sobre meu primo, e nem ele sobre mim. Será que ele sabe que eu gosto de discutir POLÍTICA, aos 13 anos. Que eu gosto de assistir seriados policiais, que aliás eu assisto nesse momento. Será qe ele, com 15, gosta também? Será que ele também gosta de escrever? Ou tem gosto musical parecido?

Será que ela também já disse pra ele que nós somos parecidos? Será que ele também pensa isso sobre mim?

Será que eu não deveria falar com ele, ao invés de apenas escrever?

Talvez seja mesmo coisa de família. Nos separamos, não conversamos, nos ignoramos, e ainda assim nos amamos. E descobrimos que temos muito em comum.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Filas

Você pode estar no centro de Paris, no melhor restaurante do mundo ou até mesmo no trânsito de São Paulo. Nenhum lugar nunca lhe parecerá tão cheio quanto uma fila, não importa onde. Isso sem contar que lá você encontra todos os tipos de personalidades, pois nenhum deles está ali por algum motivo de gosto em comum – eles querem pagar a conta do supermercado. Pelo menos você sabe que nenhum deles é um ladrão.

A maior parte das pessoas encara a fila como o simples momento de tédio do qual não dá para fugir. Realmente, é muito ruim ficar ali de pé encarando o tempo (demorar a) passar. Mas isso é escolha sua. Afinal, com tantas pessoas diferentes na fila, impossível não encontrar alguém que tenha um assunto interessante para compartilhar com você.

Digo isso porque já tive vários “melhores amigos de 10 minutos” em filas por aí. Da cantina da escola, do cinema, do shopping, entre várias outras. Sempre acabo encontrando pessoas divertidas ou legais com a qual posso conversar e me divertir o bastante, pelo menos o suficiente. Um belo dia, você está em uma fila do cinema. E, cansado de esperar, você resolve conversar com o cara na sua frente.

- Incrível o tempo que somos capazes de esperar para comprar uma pipoca

Já é algum começo, pelo menos. Você com toda a certeza têm a capacidade de inventar algo engraçado ou suficiente para dizer na hora. Antes de perceber, estará conversando. E não é tão ruim assim. Terá um melhor amigo de 10 minutos ao invés de uma eternidade de mesma duração. E então, o que prefere?