O que posso encontrar no blog?

Aquilo que quiser. De opiniões a textos fofos, é como um grande bloco de anotações bagunçado. Existem os marcadores para te ajudar a encontrar os textos que prefere, mas não é muito organizado. Você pode ver todo tipo de tema, com vários estilos de escrita - varia um pouco de como minha mente está funcionando no momento. Enfim, boa leitura e aproveite os posts.
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Retrospectiva

Aposto que você está lendo esse texto. É um orgulho para mim. Quando você lê, vê ou ouve alguma coisa, particularmente coisas artísticas (pinturas, músicas, livros, dança, etc.) leva apenas alguns minutos para ver ou ler (se for um texto curto, como este), enquanto os artistas, coitados, tiveram horas de trabalho para fazê-los. Ele surgiu de uma ideia, e as ideias são muito pequenas.
São como árvores. Você tem uma ideia, minúscula e mal formada como uma semente. Você tem que plantar, regar por um longo tempo até começar a crescer. E só quando estiver realmente grande (do tamanho de uma árvore adulta) ela estará formada para começa a escrevê-la. E então você ainda tem que esperar para conseguir colher frutos.
Não é fácil. A criação de uma ideia (para um texto) pode ser mais rápida do que a de uma árvore; esta, no entanto, é muito mais simples.
Dedicar-se. Como é difícil passar tanto tempo apenas alimentando uma ideia para fazer um livro ou pintura! Por que fazemos isso? Pelo menos nesse país, o dinheiro para artistas só chega aos famosos. Eles ficam ricos, com certeza. Mas os outros ralam por tão pouco!
O que realmente os leva não é o desejo de ser famoso, rico, como alguns. É amor pelo que faz, puro e simples. Você pode não ter dinheiro sendo um ator ou pintor, mas está realizado. É ainda melhor do que assistir à peça ou ler ao livro.
É ser ele. Eu mesma não gosto de muitas coisas que escrevi. Paciência, existem outras coisas em mim que eu não gosto. E não posso apagar.
Muitas vezes decoro meus textos sem voltar a lê-los. Claro, também sei minha personalidade de cor. Sou teimosa, decidida, irritante, infantil às vezes, e diferente por natureza. Entre várias outras coisas.
Enfim, nem me lembro de onde comecei. Talvez esse texto não faz sentido.
É só uma retrospectiva de ideias.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Folhas avulsas

Folhas avulsas se espalham pela casa. A janela aberta e a porta fechada. Um horizonte pela janela e mil caminhos na estrada.
Um vento que passa, espalha papéis. A bagunça tão óbvia mais ressaltada.
A folha escolhida por um suspiro de vento, guiada pela janela, seguindo um caminho, uma paisagem abstrata.
A folha está em branco, e diante de seu caminho assume um desenho colorido.
E a vida segue: folha por folha, separadas e unidas pelo mesmo quarto, passando por vários e apagando detalhes.
Folhas avulsas formam livros.
Memórias avulsas formam vidas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Escolha

Por que “oi” e não “olá”? “Sim” e não “com certeza”?
Nenhuma palavra é dita por acaso. Todas têm história, destino e alma. E têm um motivo para estarem aqui.
Por que a escolha? Duas palavras têm o mesmo significado segundo o dicionário, mas nunca por nossos ouvidos. Cada palavra é uma razão, um sentido, um resumo de algo. Cada sentido é uma palavra.
Cada palavra é um sentido.
Se um escritor apenas junta as palavras, o que é escrever bem? É escrever com as palavras certas. O que são as palavras certas?
As palavras certas são aquelas que ele escolhe que nos passam um sentimento, uma ideia, uma dor. São aquelas que definem o personagem, ou a cena, ou o pensamento, ou o sentimento. São aquelas que definem tudo, tudo em um texto, e por isso estão ali.
As palavras certas são as que nos tocam, que nos envolvem, que nos passam uma ideia. E as palavras certas são diferentes para cada escritor, para cada pessoa.
É impossível escolher a palavra certa, mas a função de um escritor é procurar, procurar, até a última, que gentilmente se coloca no canto de uma página.
Fim.

sábado, 16 de abril de 2011

Racismo ou obsessão?

Hoje eu vou falar um pouco sobre as novas medidas “contra o preconceito” que temos. Por exemplo, a mudança (ou censura) de certos títulos ou livros ou filmes que falam sobre o preconceito.
Por exemplo: o livro mais famoso de Agatha Christie, originalmente intitulado “O Caso Dos Dez Negrinhos” teve seu nome mudado para “E Não Sobrou Nenhum”, pois seria preconceituoso escrever Negrinho como título.
Mas qual o preconceito disso? Se chamasse O Caso Dos Dez Branquinhos ou O Caso Dos Dez Soldadinhos teria esse problema? Qual é o problema em chamar alguém de negro? Não nos chamamos de brancos? As pessoas falam umas às outras que tem cabelo castanho, por que não podem falar que tem pele negra ou parda?
Acham preconceito chamar alguém de negro. Eu acho que o próprio preconceito é achar que chamar alguém de negro é algo preconceituoso. Negro não é um xingamento! E assim como ninguém chama ninguém de euro descendente, não faz o menor sentido chamar de afro descendente. É negro e branco. E qual o problema de chamar alguém de negro? Ele é mesmo.
E isso não é ruim, assim como ser branco ou ter cabelo castanho também não. É uma característica. Preconceito é dizer que negro é outra raça, outra espécie, que não é humano, que não deveria existir. E com isso eu absolutamente eu não concordo.
Mas eles são negros. Não adianta dizer que são afro descendentes porque isso nem faz a diferença, a menos que conte o fato de ser um nome chato e comprido.
Sou contra falar algo contra negros apenas por serem negros (porque dizer que AQUELE negro é chato é uma característica que ele teria mesmo se fosse branco, o problema é dizer que TODOS os negros o são), mas não contra dizer que são negros.
Claro que é apenas minha opinião. Mas eu penso se, censurando a palavra “negro” eles mesmos não estão criando um preconceito, o preconceito de que ser negro é uma coisa tão ruim que nem se pode falar!
E isso não é verdade.
Afinal, isso é racismo ou obsessão?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pequenas Emoções

O coração palpita levemente, sem força elevada, mas com emoção. Você também se sente leve, talvez até livre, longe do mundo. Tem um sorriso nos lábios e alegria no coração.
E de onde veio isso?
De uma apresentação de dança bonita. De um pedaço de pão na chapa na padaria. De uma nota boa na prova. Do final de um dia de trabalho. De tantas coisas, tão simples, tão pequenas do cotidiano...
Que mexem com nossa cabeça, assim como três palavras podem criar uma história (“eu te amo”, quem nunca sonhou em ouvir?) ou finalizá-la (“Não quero mais”), e simplesmente mudar tanto e tão fácil o órgão mais vital de nosso corpo.
Levemente, ele cresce e bate com alegria à simples reação de uma palavra, uma música, um sorriso, uma piada, um movimento.
Como uma coisa tão simples pode mexer conosco?
Isso eu não sei. Mas uma coisa já percebi: se as coisas simples não importam, por que dependemos de um músculo que fica se contraindo no peito?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Se a vida te dá um limão, transforme-o em uma maçã, para que todos digam: “mas que droga você fez?” e outras frases geniais

O que pensamos quando vemos uma frase que traduz nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossa vida, ou simplesmente é bem bolada? Sinceramente, acho que ela tem que ter várias dessas coisas. Algumas dessas frases nos mostram lições, outras apenas nos fazem rir, mas todas têm seu significado oculto. Aqui vão algumas das minhas preferidas:
Se a vida te dá um limão, transforme-o em uma maçã, para que todos digam: “mas que droga você fez?”
Tá, eu sei que é a frase do título. Mas se eu não a colocasse seria estranho, certo? Essa frase é, como deu pra perceber, uma adaptação do ditado “se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”. Acho que essa é ainda mais inteligente, de tornar um problema alguma coisa boa (ou pelo menos diferente para quem não gosta de maçã) e mudar as coisas. E no fundo, queremos mesmo surpreender as pessoas.
Aqui na Terra, as coisas funcionam de um jeito diferente do planeta Abercrombie Falsificada.
Muita gente não entende essa, então eu explico: essa frase quer dizer que, no mundo fútil de hoje em que as pessoas só pensam em roupa de marca (como Abercrombie) a ponto de sair comprando falsificada só pra ficar tipo: “nossa, eu sou demais, eu tenho uma roupa de marca” só para impressionar (babar por uma blusa branca escrito “Abercrombie”? Fala sério!), estamos em um mundo tão infantil e tão falso e simples, que já não é mais o mesmo planeta.
Mando essa para todo mundo na minha escola.
Prefiro ser odiado pelo que sou, que ser amado pelo que não sou
Essa é uma genial de Kurt Cobain. Precisa explicar? Com tanta gente no mundo fingindo ser o que não é só para impressionar (e assim ser “popular”, mesmo que tenha que estar com amigos falsos que nem teriam como gostar de você pelo que você é), acho que somos alguns dos únicos que achariam essa uma boa frase. De qualquer forma, gosto de personalidade forte.
Talvez por isso goste dessas frases. São frases fortes, para quem pensa diferente dos outros.
E eu gosto de ser diferente, de pensar diferente, de pensar sozinha e por mim mesma.

domingo, 10 de abril de 2011

O que faz a boa música (em minha opinião, claro)?

Enquanto escrevo, U2 toca no Media Player. Tenho ouvido bastante U2 desde quando voltei do show (eu sempre fico assim, antes e depois de shows. Daqui a pouco será Paul McCartney). Além dele, gosto de Beatles, Nirvana, Paramore, The Pretty Reckless, Foo Fighters, AC/DC, The Offspring e milhares de outras bandas que não me lembro no momento.
Tem gente que acha que eu tenho um excelente gosto musical. Tem gente que acha isso tudo um lixo (e eu geralmente também acho o que essas pessoas ouvem um lixo). Isso varia de acordo com o que consideramos boa música. O que varia de acordo com a mente de pessoa.
Então, em minha mente (um pouco problemática) o que faz a boa música?
Pra mim uma boa música é uma mistura de várias coisas: os integrantes têm que tocar bem, ou pelo menos fazendo uma música boa de ouvir. Tem que formar uma boa melodia. Tem que cantar bem e tem que fazer a letra em torno de algo interessante.
“interessante” para mim pode ser muitas coisas. Pode ser uma música emocionante, ou uma música de crítica (sobre a guerra, por exemplo), uma música triste ou uma de amor (mas não uma clichê), mas principalmente uma música criativa.
Não adianta criar uma música sobre a guerra que repete os discursos do jornal, ou uma de amor igual à do seu cantor favorito. Tem que saber como compor, como fazer a coisa sozinho, como criar, não em fórmulas de sucesso (como Justin Bieber faz).
Talvez os leitores daqui discordem de todas as formas. Talvez eles não achem que Justin Bieber tem uma fórmula de sucesso, que Restart é clichê, ou achem que isso não muda nada.
Como eu disse, o nosso gosto musical pode ser muito diferente. O que será que o forma?
As músicas mexem com a nossa alma de vários jeitos. Mas só um tipo de música toca cada alma. Ninguém tem a alma igual, então as músicas as tocam de jeitos diferentes.
Talvez. Ou talvez eu não esteja falando nada com nada.
Talvez.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Palavras Da Alma

Palavras, quem pode entendê-las?

Terminam em nossa boca, para passar o resto do dia passando pela nossa mente, sem rumo. Desfazem-se no ar, mas nunca na memória de quem as escutou. Não são materiais, mas podem ferir como facas ou confortar como um travesseiro.

Uma promessa de amor não cumprida vai o mais fundo possível em nosso peito, e um simples “eu te amo” nos tira do mundo real. As palavras coração batendo são o bastante para que tenhamos vida, embora elas não nos dêem.

O que são palavras?

Elas são aquilo que se usa para explicar as coisas simples, e que nos falta para explicar a grandeza de um sentimento. São aquilo que pode definir nosso corpo saindo apenas da boca. São aquilo que vem de repente, cresce e nos toma, são aquilo que nos conforta quando estamos tristes, mas que também levam a nossa tristeza.

Quem criou as palavras?

Elas apenas surgiram com o ser humano, usadas para explicar a grandeza do inexplicável, tornar possível a descrição do impossível, ultrapassar barreiras indestrutíveis.

Nós as usamos por necessidade, nós a usamos porque não somos completos em nós mesmos. Porque no fundo, um bater de coração nos dá vida, mas não explica nossa alma.

Palavras não são nossa alma, são aquilo que a leva a se expressar, a se conduzir, a existir, a se levar.

E as palavras “eu te amo” vão me levar à loucura.