segunda-feira, 25 de abril de 2011
Síndrome Do Papagaio
terça-feira, 19 de abril de 2011
Educação: Parem Já!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Jogue Agora!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Preconceito: Opinião Sem Conhecimento
domingo, 10 de abril de 2011
O que faz a boa música (em minha opinião, claro)?
terça-feira, 5 de abril de 2011
Antiamericanismo
Considero-me levemente antiamericana. Acho que na verdade não sou, afinal, adorei NY e assisto séries de lá. Não acho que tudo o que vem dos EUA é ruim. Mas não acho que tudo é bom.
Eu sei que os EUA são o primeiro mundo, e que temos muito a aprender com eles se quisermos chegar perto daí. Concordo que eles têm grandes avanços que nós, brasileiros, deveríamos aprender. O problema é quando os países querem SER os EUA, imitá-los. Isso nem ao menos faz sentido. Quem quer perder sua cultura, sua comida, seu modo de viver para ser como os americanos? Concordo em avançar com sua ajuda, não com tornar-se como eles.
Um exemplo: hoje em dia a Festa Junina, típica do Brasil, é “mico” (eu mesma não gosto muito), enquanto o Halloween, festa americana que celebra a queima de mulheres inocentes consideradas bruxas, é grande amor brasileiro. Essa é uma festa deles, que está na cultura deles, é o modo deles de ser.
Outro exemplo é o modo como as escolas brasileiras são. Não no ensino – nisso nós bem que poderíamos aprender com os americanos – e sim entre as pessoas. Os brasileiros gostam dessa coisa que surgiu com os americanos de “popularidade”. Acho isso ridículo, tanto o conceito quanto querer copiá-lo.
Existem muitos exemplos: o hambúrguer com coca-cola no lugar da feijoada, o uso de palavras em inglês ao invés de português, entre (muitos) outros.
Isso é necessário?
O Brasil tem suas comidas, suas festas, suas tradições e seu modo de viver, a sua língua. Podemos evoluir com os americanos, mas não deveríamos de jeito nenhum agir como se fossemos nos tornar um deles. Nós não somos americanos – temos uma cultura diferente, comidas mais saudáveis, uma língua mais rica, festas diferentes...
Talvez devamos aprender com os EUA, mais do que tudo, que não devemos deixar nossos costumes de lado. Afinal, lá fora tem muita coisa boa, mas também tem muito lixo.
Como aqui.
domingo, 3 de abril de 2011
Tabus
Existem milhares de assuntos que nós consideramos que não devemos discutir. Também existem vários problemas que vem a partir deles.
Por exemplo, o sexo. OK, não se deve sair falando como e com quem você anda fazendo, mas não vejo motivos pelos quais pais e filhos não podem discutir a respeito. Quem sabe, se de vez em quando tirassem algumas dúvidas, não teríamos tantos problema como gravidez indesejada, AIDS e outras doenças, e arrependimentos?
Não sou contra a privacidade das pessoas. Sou contra o problema que elas vêm em conversar com isso, mesmo em particular. Existem vários problemas envolvendo os tabus hoje em dia. O melhor não seria, então, acabar com eles? Tem gente discutindo a legalização do aborto por aí. Mas não seria melhor discutir (em particular) com seus filhos a respeito da CAMISINHA (e sim, eu coloco em letra maiúscula mesmo) para não ser mais necessário evitá-la? A menos nos casos já legalizados, como estupro, por exemplo?
Milhares de pessoas têm AIDS e gravidez indesejada. Na minha própria escola tem um garoto cuja mãe tinha 19 anos quando ele nasceu. Duvido que ela PLANEJASSE ter um bebê nessa idade, mas, caso planejasse, talvez não seria melhor ter pensado um pouco a respeito? Deve ter meio difícil pensar a respeito quando é só você com você mesmo, sem ter com quem compartilhar isso.
E não é só isso. As pessoas poderiam discutir esses assuntos sobre o qual não existe ainda opinião definida – certo e errado – e passar a pensar um pouco por si próprias, em sua opinião. Não que eu ache que todo mundo deva sair por aí discutindo esse tipo de coisa, mas poderia aprender a pensar um pouco nisso. E falar, quando estivesse em particular.
Quem sabe assim, esses problemas não seriam realmente solucionados?
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Pequenos Preconceitos
Não nego que os grandes preconceitos da humanidade são importantes para serem discutidos. Homofobia, racismo, bullying e até nazismo são coisas que não deveriam existir, não deveriam estar aqui. Não faço ideia do motivo pelo qual estão. E concordo que eles devem se exterminados.
Mas o problema é que a humanidade tenta demais acabar com eles sem se lembrar de acabar com nossos “pequenos preconceitos”. Como você pode lutar contra o bullying ao mesmo tempo em que não chega perto daquela pessoa da sua sala de aula com quem você não vai com a cara? Ou se você simplesmente não SUPORTA pessoas com roupas cinza, por exemplo? Não é nada que vá matar ninguém, mas enquanto não segurarmos esses pequenos preconceitos será praticamente IMPOSSÍVEL conseguir superar os grandes. É como tentar pular de um lado pro outro sem ter aprendido a andar ainda!
Claro que não podemos deixar o bullying, a homofobia, o racismo de lado. Só precisamos conseguir travar pequenas batalhas antes de tentar vencer a guerra! Eu não tenho nada contra gays, negros ou “nerds”. Pelo contrário, tenho amigos desses 3 tipos e são melhores que muita gente “normal” por aí. Mas é necessário saber a diferença entre o que não gosta e odeia. Eu não gosto de gente infantil, mas posso conversar com uma. Só não suporto homofóbicos, bullys ou qualquer coisa do tipo!
Aprenda com o que pode ou não conviver. Supere a sua antipatia pela garota nova na sala. Dê uma chance àquele menino emo, ou àquela pessoa que você acha ser tão infantil. E então, você sabe que é maduro o bastante para travar lutas maiores.
terça-feira, 22 de março de 2011
Não Existem Faixas Etárias
Pelo menos não do jeito como as criamos. As Faixas Etárias existem, mas estão sendo usadas de modo errado. Normalmente consideramos que, por exemplo, alguém de até 5 anos é bebê, entre 5 e 10 é criança, entre 11 e 14 é pré-adolescente, de 15 a 19 é adolescente e daí até o 60, quando se torna velho, é um adulto. Isso está errado, pois conheço vários adultos de 13 e várias crianças de 77. O problema é que eles ainda são considerados “pré-adolescentes” e “velhos”. Conheço várias pessoas de 20 anos que não tem maturidade para namorar e várias de 13 que tem.
O que define em qual categoria você se encontra não é o ano de seu nascimento, e sim o tempo de seu amadurecimento. Quando você já tem a mente boa, com as ideias no lugar e opiniões próprias formadas, o que te impede de ser um adulto? Nada, além do fato de você não ter nascido há tempo o bastante para isso.
Não soa ligeiramente ERRADO?
Conheço pessoas que têm 11 anos, e já se consideram pré-adolescentes. Mas são os maiores bebês que já conheci. Choros, dependência da mãe e falta de maturidade são seus grandes marcadores. Como isso já é um pré-adolescente? Eles deveriam ser considerados ainda bebês, que precisam ser educados para aprenderem a se comportar. Deveriam adotar outra forma de pensar, como os “pré-adolescentes” que são.
Adotei eu mesma uma forma de classificar as pessoas que ninguém entende, pela pura convenção de que aquilo que está escrito no RG já pode defini-lo o bastante.
Não existem faixas etárias. Existem mentes amadurecidas ou não. E só.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Filas
Você pode estar no centro de Paris, no melhor restaurante do mundo ou até mesmo no trânsito de São Paulo. Nenhum lugar nunca lhe parecerá tão cheio quanto uma fila, não importa onde. Isso sem contar que lá você encontra todos os tipos de personalidades, pois nenhum deles está ali por algum motivo de gosto em comum – eles querem pagar a conta do supermercado. Pelo menos você sabe que nenhum deles é um ladrão.
A maior parte das pessoas encara a fila como o simples momento de tédio do qual não dá para fugir. Realmente, é muito ruim ficar ali de pé encarando o tempo (demorar a) passar. Mas isso é escolha sua. Afinal, com tantas pessoas diferentes na fila, impossível não encontrar alguém que tenha um assunto interessante para compartilhar com você.
Digo isso porque já tive vários “melhores amigos de 10 minutos” em filas por aí. Da cantina da escola, do cinema, do shopping, entre várias outras. Sempre acabo encontrando pessoas divertidas ou legais com a qual posso conversar e me divertir o bastante, pelo menos o suficiente. Um belo dia, você está em uma fila do cinema. E, cansado de esperar, você resolve conversar com o cara na sua frente.
- Incrível o tempo que somos capazes de esperar para comprar uma pipoca
Já é algum começo, pelo menos. Você com toda a certeza têm a capacidade de inventar algo engraçado ou suficiente para dizer na hora. Antes de perceber, estará conversando. E não é tão ruim assim. Terá um melhor amigo de 10 minutos ao invés de uma eternidade de mesma duração. E então, o que prefere?
segunda-feira, 14 de março de 2011
Polêmica
Pessoalmente, adoro uma polêmica. Muitas pessoas a odeiam, pois dizem que só serve para trazer discussões. Eu discordo. Uma polêmica é uma chance de pensar, chance tão rara hoje em dia. A maioria das coisas ou vêm prontas ou divididas em fórmulas, ao contrário de como deveriam ser.
Quando temos algo que não tem uma opinião obrigatória, e sim bem dividida – como a legalização do aborto, por exemplo – para discutir, temos que argumentar. E argumentar, hoje em dia, é algo que devemos fazer. Cada pessoa tem suas próprias ideias e precisa aprender a expressá-las. Senão, uma boa ideia é perdida para sempre.
Com os debates, surgem as ideias e os pensamentos, e sem eles você é incapaz de subir na vida. O mais importante que você deve ter, mas nem todos têm, é opinião própria, independente do que dizem. Tendo-a, você tem mais noção de quem você é e como pensa. E isso é importante saber.
Não precisamos nos dividir pelas opiniões que temos. Precisamos, pelo contrário, misturarmo-nos uns com os outros, para aprendermos com os outros e – por que não? – mudar a opinião dos outros e nossa própria. Argumentar é importante, e é uma arte necessária.