O que posso encontrar no blog?

Aquilo que quiser. De opiniões a textos fofos, é como um grande bloco de anotações bagunçado. Existem os marcadores para te ajudar a encontrar os textos que prefere, mas não é muito organizado. Você pode ver todo tipo de tema, com vários estilos de escrita - varia um pouco de como minha mente está funcionando no momento. Enfim, boa leitura e aproveite os posts.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Escolha

Por que “oi” e não “olá”? “Sim” e não “com certeza”?
Nenhuma palavra é dita por acaso. Todas têm história, destino e alma. E têm um motivo para estarem aqui.
Por que a escolha? Duas palavras têm o mesmo significado segundo o dicionário, mas nunca por nossos ouvidos. Cada palavra é uma razão, um sentido, um resumo de algo. Cada sentido é uma palavra.
Cada palavra é um sentido.
Se um escritor apenas junta as palavras, o que é escrever bem? É escrever com as palavras certas. O que são as palavras certas?
As palavras certas são aquelas que ele escolhe que nos passam um sentimento, uma ideia, uma dor. São aquelas que definem o personagem, ou a cena, ou o pensamento, ou o sentimento. São aquelas que definem tudo, tudo em um texto, e por isso estão ali.
As palavras certas são as que nos tocam, que nos envolvem, que nos passam uma ideia. E as palavras certas são diferentes para cada escritor, para cada pessoa.
É impossível escolher a palavra certa, mas a função de um escritor é procurar, procurar, até a última, que gentilmente se coloca no canto de uma página.
Fim.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Síndrome Do Papagaio

É essa a nova doença que ameaça o povo. Geralmente apresenta-se desde a infância até os 15 anos, podendo mesmo assim durar muito mais.
A Síndrome Do Papagaio é o apelido que dei a essa “doença” que afeta a personalidade das pessoas, pois elas passam a repetir tudo o que os outros dizem sem ter ideia do que quer dizer, como um papagaio.
Deixe-me explicar: essa “doença” não é rara, pois tenho certeza que você conhece alguém assim: os chamados “Maria-Vai-Com-As-Outras” que concordam com tudo o que qualquer um fala para tentar se enturmar, ao invés de ser ele mesmo. São aqueles caras que vivem estrelando cenas magníficas como:
 - Nossa, eu odeio Justin Bieber, Restart, e aqueles outros famosos sem talento que fazem sucesso hoje em dia.
 - Com certeza, eu também detesto! A música atual é péssima!
(Conversa anda um pouco, e então...)
 - Ah, não sei você, mas eu ADORO a Mix, sabe? Vive tocando músicas atuais, boas...
 - Ah, eu também gosto. A música atual é o que há de melhor!
É uma doença perigosa, que ameaça as amizades dos infectados, muitas vezes chamados de falsos. Embora não seja transmissível, pode acabar gerando resultados péssimos nos amigos dos indivíduos, que se sentem traídos por considerarem o outro falso e sem personalidade.
A doença não é curável, mas pode facilmente mudar com o tempo. Não é fatal à vida, apenas a alguns relacionamentos.
O nosso, por exemplo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preconceito: Opinião Sem Conhecimento

Segundo o dicionário, preconceito é “Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.”. Mas ele é mais que isso. Preconceito é uma loucura dirigida às pessoas consideradas “diferentes” que as põem em risco. Ele, por si só, é um tipo de violência: uma barreira entre pessoas, que machuca só por estar lá.
Às vezes essa dor pode tornar-se real, como no caso das “gangues” espalhadas pelas ruas Paulista e Augusta, nas quais encontram-se jovens nazistas entre 16 e 28 anos. Quando eles passam por gays ou negros que saem de bares, cumprem o “ritual” de espancá-los. Algumas vezes, isso leva à morte.
Por que esses homens tão jovens teriam sempre alvos como gays e negros além do preconceito, a idéia louca de que estaríamos em um mundo melhor se fossemos todos exatamente iguais? Enquanto, na verdade, estão acabando com a igualdade: igualdade social.
Estima-se que 260 homossexuais (gays, lésbicas e travestis) foram assassinados em 2010. No entanto, não existe estatística oficial e esses números não devem ser nem metade do número real. Todas as mortes foram violentas: tiros, facadas, espancamento, apedrejamento, asfixia e enforcamento.
O preconceito pode ser vivido muito cedo: nas escolas, um fenômeno crescente é o bullying, que é intimidar alguém mais fraco ou deslocado, na sala de aula ou fora dela. Uma das vítimas desse caso é Ana Cláudia, que foi espancada por outra aluna após queixar-se de bullying à diretoria. A escola não fez nada: não forneceu o nome da autora do espancamento à aluna, afirmando ser imoral.
Mas também não seria imoral não fazer nada estando frente a frente com a violência causada por uma palavra?
Diferença.

domingo, 10 de abril de 2011

O que faz a boa música (em minha opinião, claro)?

Enquanto escrevo, U2 toca no Media Player. Tenho ouvido bastante U2 desde quando voltei do show (eu sempre fico assim, antes e depois de shows. Daqui a pouco será Paul McCartney). Além dele, gosto de Beatles, Nirvana, Paramore, The Pretty Reckless, Foo Fighters, AC/DC, The Offspring e milhares de outras bandas que não me lembro no momento.
Tem gente que acha que eu tenho um excelente gosto musical. Tem gente que acha isso tudo um lixo (e eu geralmente também acho o que essas pessoas ouvem um lixo). Isso varia de acordo com o que consideramos boa música. O que varia de acordo com a mente de pessoa.
Então, em minha mente (um pouco problemática) o que faz a boa música?
Pra mim uma boa música é uma mistura de várias coisas: os integrantes têm que tocar bem, ou pelo menos fazendo uma música boa de ouvir. Tem que formar uma boa melodia. Tem que cantar bem e tem que fazer a letra em torno de algo interessante.
“interessante” para mim pode ser muitas coisas. Pode ser uma música emocionante, ou uma música de crítica (sobre a guerra, por exemplo), uma música triste ou uma de amor (mas não uma clichê), mas principalmente uma música criativa.
Não adianta criar uma música sobre a guerra que repete os discursos do jornal, ou uma de amor igual à do seu cantor favorito. Tem que saber como compor, como fazer a coisa sozinho, como criar, não em fórmulas de sucesso (como Justin Bieber faz).
Talvez os leitores daqui discordem de todas as formas. Talvez eles não achem que Justin Bieber tem uma fórmula de sucesso, que Restart é clichê, ou achem que isso não muda nada.
Como eu disse, o nosso gosto musical pode ser muito diferente. O que será que o forma?
As músicas mexem com a nossa alma de vários jeitos. Mas só um tipo de música toca cada alma. Ninguém tem a alma igual, então as músicas as tocam de jeitos diferentes.
Talvez. Ou talvez eu não esteja falando nada com nada.
Talvez.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Palavras Da Alma

Palavras, quem pode entendê-las?

Terminam em nossa boca, para passar o resto do dia passando pela nossa mente, sem rumo. Desfazem-se no ar, mas nunca na memória de quem as escutou. Não são materiais, mas podem ferir como facas ou confortar como um travesseiro.

Uma promessa de amor não cumprida vai o mais fundo possível em nosso peito, e um simples “eu te amo” nos tira do mundo real. As palavras coração batendo são o bastante para que tenhamos vida, embora elas não nos dêem.

O que são palavras?

Elas são aquilo que se usa para explicar as coisas simples, e que nos falta para explicar a grandeza de um sentimento. São aquilo que pode definir nosso corpo saindo apenas da boca. São aquilo que vem de repente, cresce e nos toma, são aquilo que nos conforta quando estamos tristes, mas que também levam a nossa tristeza.

Quem criou as palavras?

Elas apenas surgiram com o ser humano, usadas para explicar a grandeza do inexplicável, tornar possível a descrição do impossível, ultrapassar barreiras indestrutíveis.

Nós as usamos por necessidade, nós a usamos porque não somos completos em nós mesmos. Porque no fundo, um bater de coração nos dá vida, mas não explica nossa alma.

Palavras não são nossa alma, são aquilo que a leva a se expressar, a se conduzir, a existir, a se levar.

E as palavras “eu te amo” vão me levar à loucura.