O que posso encontrar no blog?

Aquilo que quiser. De opiniões a textos fofos, é como um grande bloco de anotações bagunçado. Existem os marcadores para te ajudar a encontrar os textos que prefere, mas não é muito organizado. Você pode ver todo tipo de tema, com vários estilos de escrita - varia um pouco de como minha mente está funcionando no momento. Enfim, boa leitura e aproveite os posts.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Folhas avulsas

Folhas avulsas se espalham pela casa. A janela aberta e a porta fechada. Um horizonte pela janela e mil caminhos na estrada.
Um vento que passa, espalha papéis. A bagunça tão óbvia mais ressaltada.
A folha escolhida por um suspiro de vento, guiada pela janela, seguindo um caminho, uma paisagem abstrata.
A folha está em branco, e diante de seu caminho assume um desenho colorido.
E a vida segue: folha por folha, separadas e unidas pelo mesmo quarto, passando por vários e apagando detalhes.
Folhas avulsas formam livros.
Memórias avulsas formam vidas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Escolha

Por que “oi” e não “olá”? “Sim” e não “com certeza”?
Nenhuma palavra é dita por acaso. Todas têm história, destino e alma. E têm um motivo para estarem aqui.
Por que a escolha? Duas palavras têm o mesmo significado segundo o dicionário, mas nunca por nossos ouvidos. Cada palavra é uma razão, um sentido, um resumo de algo. Cada sentido é uma palavra.
Cada palavra é um sentido.
Se um escritor apenas junta as palavras, o que é escrever bem? É escrever com as palavras certas. O que são as palavras certas?
As palavras certas são aquelas que ele escolhe que nos passam um sentimento, uma ideia, uma dor. São aquelas que definem o personagem, ou a cena, ou o pensamento, ou o sentimento. São aquelas que definem tudo, tudo em um texto, e por isso estão ali.
As palavras certas são as que nos tocam, que nos envolvem, que nos passam uma ideia. E as palavras certas são diferentes para cada escritor, para cada pessoa.
É impossível escolher a palavra certa, mas a função de um escritor é procurar, procurar, até a última, que gentilmente se coloca no canto de uma página.
Fim.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Estrela

Olhe bem para o céu à noite. Olhe a luz que não tão bem substitui o sol.
Veja as estrelas.
Brilho, cor, calor ou vazio. Tudo preenche uma estrela, e nada é capaz de preenchê-la por completo.
Aquele brilho fraco e triste no céu é um astro enorme. Brilhante. Quente. E, acima de tudo, inexplicável e inatingível, de forma a aguçar aquele sentido que todo homem tem, a curiosidade, a vontade de saber mais.
Dentro pode haver vazio. Mas eu vejo algo... Que coloca uma ideia no centro de minha mente, que faz o som de meu coração se tornar o único no mundo.
Não é ele o mais importante do meu mundo?
A simplicidade forma o universo. A simplicidade forma a vida. Como se uma vida, como se uma alma desprendida, formasse cada estrela que se acumula pelo infinito.
Todas são diferentes, brilhantes, especiais de seu modo. Curiosas, pois cada pessoa tem sua mania, a sua particularidade, o seu modo de ver a vida. Existe em ambas sentimentos, simplicidades, e ao mesmo tempo fosse tão complexo quanto a mente que todos temos, martelando ideias sem parar...
Ocupa a visão e domina a mente. As ideias vêm da alma. A minha, de uma estrela.
Ou ambas?
Quando sair à noite, olhe o céu. Olhe para as almas brilhantes que sorriem dizendo: continue.